quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Repressão



Ontem, em uma conversa, surgiu a seguinte afirmação: "O sentir é muito exigente, não aguenta repressão por muito tempo".
Quando silenciar se torna um ato auto punitivo. Repressor! A arte de fingir. Estamos de parabéns. Não importa a classificação, quando silêncios são tomados como atos de resposta, as dúvidas acordam.
Reprimir é querer conter um efeito, ocultar o ser, não permitir a manifestação do ser. Ou em sua face mais obscura, violentar e punir.
Sem me aprofundar muito. Prefiro assim, por hora. Vejo a sociedade que teme o sentir. Que tem medo dos seus efeitos. Medo de exposição. Reprime a vida por medo de consequências desconhecidas. Então quebramos regras para libertar. Libertar o Ser, o verdadeiro, o honesto, o que é bom. Libertar o coração dos silêncios. Quebrar regras. Existe regra? Qual é? Qual a exceção? Reprimir o sentir adoece a alma.
Aprender a conversar e ouvi-lo liberta o coração. Sentir para Ser. Ser para Sentir. Reprimir o sentir adoece a alma. Sentir liberta o coração. Sinta para Ser. Antes que o teu silêncio te torne mudo. Reprimir o sentir adoece a alma. Sinta e vivencie cada sentimento. Conhecer o que você sente traz domínio próprio, e não há restrição para isso.


(Leonardo Campelo)

7 expressões:

  1. Agora eu não sei se fico com vergonha de ver minhas loucuras expostas ou feliz. Kkkk.... Talvez os dois. Certa é a gratidão por ver nos meus devaneios um significado.

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  2. Seja bem Vinda a blogosfera, novamente,minha amada irmã.
    Deus te abençoe muito.
    Não pare!Siga firme em sua caminhada.
    Grande abraço!

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  3. Olá Talita.

    A repressão do sentir é tão comum que parece já ter ficado natural, mesmo que não seja, e quem sente demais acaba sendo o esquisito, a pessoa anormal da história. O sentir precisa ser mais livre, mais parte de nós nesse mundo tão automático.

    Beijos!

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  4. Hey Talita,

    quanto tempo hein?

    esse seu texto me fez pensar sobre violência, porque reprimir é tolher, é limitar e de certo modo violentar o que se sente. Não é justo, nem bom. E nesse contratempo, invoco a autenticidade como antídoto e coragem para expressar o que se sente, e não reprimir. Ao invés disso, libertar!
    liberdade sempre!

    saudades suas, passa lá no blog...
    beijos

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  5. Reprimir o que se sente é muito comum, mas não é o melhor. Se a gente reprime o verbo sentir, o verbo ser não é livre. Vice-versa. Belo texto! Beijos.

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  6. Por onde andas?! Espero que estejas bem, poetisa, que sejas muito feliz. Saudades de ler teus poemas, de comentar, de esperar postagens novas. Um beijo carinhoso

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  7. Talita, interessante o texto que nos transmitiste. Penso que nunca houve uma época com tanta expressão do sentir. Lendo o texto, pensei estarmos numa Idade Média, numa época Vitoriana, numa Rússia de Stalin. Arrisco-me a dizer que hoje a questão é muito menos repressão ao sentir e muito mais: 1. auto-repressão ao sentir; e 2. Incapacidade de lidar com o sentir. Penso que nossa geração é tão estimulada contra repressões (nossa geração é adoecida nisso, vê fobia por todo lado, tem fobia de fobia), que criou em pessoas mais sensíveis a desculpa de que outros a reprimem, quando é ela mesma que se reprime; também formou pessoas incapazes de saber o que é sentir. É como se a pessoa tivesse sido reprimida a comprar balas com apenas um real e a proposta de hoje seja dar dois mil reais para comprar balas e ela não sabe que balas comprar.
    Talvez seja a hora de falarmos não de repressão, mas de análise do que é sentir e do que seja estabelecer os próprios limites do que me permito. Un bacio

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Espero prender a atenção de vocês e fazer com que se identifiquem com cada palavra lida. Viaje comigo nessa imensidão de palavras.
Obrigado por comentar...Volte sempre!